Presidente da FETAEMA faz avaliação positiva do evento Marcha das Margaridas

19/08/2015
Mônica Alves
Que a 5ª edição da Marcha das Margaridas superou as expectativas das participantes e todos os envolvidos no evento, isso já não é mais novidade. Ainda mais em meio ao período turbulento que o país se encontra. Não é todo dia que entidades sindicais colocam mais de 70 mil mulheres de todo o Brasil nas ruas, com organização, determinação e sabendo bem o que querem.

A Marcha das Margaridas tem revelado um grande potencial de trabalhadoras do campo, das florestas e das águas, com autonomia e ousadia, que juntas, batalham para protestar contra todo tipo de violência e desigualdade contra as mulheres e lutam por mais conquistas que contemplem e lhe garantem um trabalho e vida de qualidade no meio rural.

É exatamente a força e determinação destas mulheres que têm chamado a atenção de diversos setores do país, a incluir a atenção e admiração dos homens. Sim, estes que sempre foram protagonistas de grandes lutas, hoje se vêm dividindo espaços com mulheres guerreiras que não fogem à luta e fazem acontecer.

Prova disso foi a declaração de admiração e avaliação positiva à Marcha, que o presidente da FETAEMA – Federação de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais na Agricultura do Estado do Maranhão – Chico Miguel, fez na manhã de hoje, 19, em entrevista à um programa televisivo. Para ele os movimentos sociais estão de parabéns desde o princípio, pois lutam pela democracia e políticas públicas em defesa da categoria e das mulheres.

“Estamos na 5ª Marcha e avaliamos positivamente o espaço que a mulher vem conquistando ao longo dos anos. Hoje em dia, por causa dos movimentos sociais brasileiro, as mulheres não são reconhecidas apenas por serem donas de casa, mas, autoras de lutas que vem resultando em grandes conquistas”, reconheceu.
Chico ainda destacou que os movimentos sindicais precisam lutar para manter a democracia e defesa do crescimento do país. Por isso, defendeu que o Ato foi e é importante para solidificar e fazer as pessoas entenderem que essas lutas e saídas às ruas trazem como resultados conquistas de direitos de trabalhadores do campo.

“Nós, do movimento sindical, lutamos por direitos, por conquistas onde possamos ter uma sociedade livre e autônoma A marcha aconteceu num momento difícil que o país atravessa, mas também onde podemos citar políticas públicas que a cada dia estamos conquistando”.

Continuando a entrevista, o presidente citou algumas das respostas já encaminhadas pela presidente Dilma Rousseff – no encerramento da Marcha -, em atenção à demanda da categoria das mulheres rurais.
“Podemos citar a questão da saúde das mulheres, do Pronatec, das conquistas na capacitação de parteiras tradicionais, implantação de programas de fomento para a mulher nos assentamentos da reforma agrária, a qual não tinha para as mulheres, só para os homens. Partes dessas respostas são de novas conquistas e outras estão sendo aperfeiçoadas e melhoradas”, elencou Chico Miguel.

Chico finalizou afirmando que os movimentos sindicais precisam aprofundar os debates para que possam estar ocupando todos os espaços, sejam eles políticos, sindicais, de base, entre outros.

 
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